Amizade, Amizade, Onde Lhe Deixei?

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir. 

Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende. 

Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.

Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.

Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.

Porque amigo sofre e chora.

Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.

Porque amigo é a direção.

Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.

Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.

Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,

Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!


MACHADO DE ASSIS

Semana passada tive uma experiência expetacular que, ao mesmo tempo que me despertou sentimentos de alegria e satisfação, também me fez refletir sobre um tema que passo a compatilhar com meus generosos leitores:

POR QUE DEIXAMOS MUITAS AMIZADES AO LONGO DO CAMINHO?

Não sei se isso acontece com todas as pessoas, mas comigo aconteceu muito, ao longo de minha vida. Parece que os amigos surgem e se vão de nossa vida deixando-nos a saudade da amizade sincera e o gostinho de um prazer sensacional. Ah! essa tal de amizade… Por que será que vem a vai de nossa vida sem explicação? deixa-nos a saudade como que uma ferida que sinaliza a vontade de voltar atrás.

Como disse, semana passada revi amigos. Amigos que passaram por mim e, passaram comigo momentos únicos que parecem até que não existiram. Parece que foram momentos de sonhos, que vieram e que retornaram, como onda de um mar em ressaca que mostra que veio, que não ficou, mas que deixou suas marcas.

Como explicar a nossa tendência humana de buscar o novo que não conhecemos, pelo qual ansiamos, e desejamos, pelo simples prazer de desbravar, de descobrir, de encontrar, de se realizar… enquanto que o que amamos e desejamos está conosco o tempo todo, faz parte da nossa vida, do nosso presente. Assim mesmo o abandonamos em nome de um algo obscuro que transformamos num objeto falsamente seguro. Esse mesmo… esse tal de futuro.

Minha adolescência, apesar de passado, foi algo, a mim dado pela vida, por Deus, pela sorte da diversidade das possibilidades que se conificaram e convergiram para o que de forma intensa, maravilhosamente imensa, moldava-se naquilo que foram meus melhores anos. Anos que achava que não tinha me encontrado ainda, mas que hoje vejo que foi lá que a vida se revelou ser o que eu sempre lutei pra ter.

Apesar do paradoxo resta compreender que é assim que a vida nos leva. Vamos pra lá e pra cá buscando muitas vezes 0 que temos já. Mas nossos olhos não são capazes de ver, nem nosso raciocínio capaz de compreender. Porque são coisas que não se vêem nem se copreendem, muito menos se medem ou se pesam. Não há para elas, valores. Nem tampouco podemos comprá-las. São coisas que buscamos alcançar e, a vida empenhamos a ponto de a desgastar. E depois da jornada exaustiva logramos, à conclusão chegar: essas coisas, amizades, amores, calores, felicidade, alegria, na verdade… bem mais perto estavam, o tempo todo, ao lado de quem, por muito anos, a garimpar estava no tesouro do rio que navegava.

Nos consola, no entanto, saber que a caminhada não se resume à chegada. Ela tem muita mais que isso, é uma jornada. Seguimos mas, por vezes paramos, há momentos que retrocedemos, parece que desanimamos, porém, quando para cima olhamos… um braço estendido! então levantamos e, o caminho retomamos. É essa dinâmica que nos faz perceber que não importa a chegada desde que vivamos a jornada como se começo e fim fossem as faces de uma mesma moeda de valor incalculável, mas todos os homens em todos os tempos recebem, não para guardar nem par gastar, senão para investir suas forças e valores, naquilo que decidimos, seja com espinhos ou flores, nomear de VIDA.

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